Doenças e Condições

Doenças e condições da mama

O que cada diagnóstico significa e quais os caminhos possíveis.

Um laudo, um nódulo palpado, um resultado de mamografia. Este espaço existe para organizar esse percurso: explicar o que cada achado pode significar, quando investigar com mais profundidade e quais são as opções reais de tratamento.

Câncer de mama

Câncer de mama

O câncer de mama acontece quando células da mama crescem de forma descontrolada, formando um tumor. Esse crescimento pode ter origem nos ductos ou nos lóbulos. Na maioria dos casos, o tumor permanece localizado por um período antes de se disseminar — e é nessa janela que o diagnóstico precoce muda o prognóstico de forma decisiva.

Quando diagnosticado nos estágios iniciais, a taxa de sobrevida em cinco anos supera 90%. Esse número cai progressivamente conforme a doença avança, o que torna o rastreamento regular central para qualquer estratégia de saúde da mama.

Tipos mais comuns

  • Carcinoma ductal invasivo — O mais frequente (70–80%). Origina-se nos ductos e pode se disseminar.
  • Carcinoma lobular invasivo — Começa nos lóbulos; pode ser menos visível na mamografia.
  • Carcinoma ductal in situ (CDIS) — Estágio pré-invasivo, com excelente prognóstico.
  • Carcinoma inflamatório — Tipo raro e agressivo, com sinais inflamatórios na pele.

Sinais que merecem atenção

Nos estágios iniciais, o câncer de mama frequentemente não causa sintomas perceptíveis. A ausência de dor não descarta o diagnóstico.

  • Nódulo ou espessamento na mama ou axila, mesmo que indolor
  • Retração ou inversão do mamilo
  • Secreção pelo mamilo, especialmente espontânea
  • Alterações na pele da mama (vermelhidão, aspecto de casca de laranja)
  • Dor localizada persistente
Consulta de mastologia

Rastreamento e diagnóstico

A mamografia anual a partir dos 40 anos é a recomendação geral para mulheres sem fatores de risco adicionais. Mulheres com histórico familiar relevante ou mutações genéticas podem precisar iniciar o rastreamento mais cedo, com exames complementares como ressonância magnética.

Mamografia digital, ultrassonografia, ressonância magnética e biópsia guiada por imagem são os principais recursos diagnósticos. O diagnóstico preciso costuma ser uma combinação deles, não um exame isolado.

Tem dúvidas sobre um achado ou diagnóstico recente?

Uma consulta com o Dr. Cícero Urban começa com escuta. Seja para uma segunda opinião, para entender melhor um resultado de exame ou para planejar um tratamento, o caminho começa com uma conversa.

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Nódulo na mama

Nódulo na mama

Um nódulo na mama é qualquer massa ou espessamento que se distingue do tecido ao redor. A descoberta costuma gerar ansiedade imediata, mas é importante saber que a grande maioria dos nódulos mamários é benigna — entre 80 e 85% das biópsias resultam em diagnóstico benigno.

Tipos mais comuns

  • Fibroadenoma — Nódulo benigno mais comum em mulheres jovens; geralmente apenas acompanhamento.
  • Cisto mamário — Cavidade preenchida por líquido, frequente entre 35 e 50 anos.
  • Nódulo maligno — Minoria dos achados, mas justifica a investigação de todo nódulo novo.

Como o nódulo é investigado

Todo nódulo novo merece avaliação. A ultrassonografia é frequentemente o primeiro passo; a mamografia complementa em mulheres acima de 35–40 anos. Quando há dúvida, a biópsia por agulha define o diagnóstico com precisão.

Os laudos utilizam a classificação BI-RADS (0 a 6). Categorias 4 e 5 indicam necessidade de biópsia — motivo para conversa com especialista sem demora.

  • Massa palpável com qualquer consistência
  • Achado em exame de imagem sem sintoma clínico
  • Espessamento localizado diferente do restante do tecido
Exame clínico da mama

Encontrou um nódulo ou recebeu um laudo com dúvidas?

A investigação correta começa com uma avaliação especializada. O Dr. Cícero Urban atende casos de todos os graus de complexidade.

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Tumores benignos

Tumores benignos da mama

Tumor benigno não é sinônimo de câncer. Na mama, os tumores benignos são muito mais frequentes que os malignos. Mesmo assim, precisam de avaliação: nem sempre é possível distinguir benigno de maligno apenas pelo exame físico, e alguns tipos aumentam o risco ao longo do tempo.

Tipos mais comuns

  • Fibroadenoma — Firme, bem delimitado e móvel; acompanhamento ou retirada em casos selecionados.
  • Cisto mamário — Mais frequente no pré-menopausa; punção quando necessário.
  • Papiloma intraductal — Causa comum de secreção pelo mamilo.
  • Adenose esclerosante — Pode simular câncer nos exames; diagnóstico histológico.
  • Lipoma mamário — Tecido gorduroso benigno, raramente requer cirurgia.

Diagnóstico e acompanhamento

O diagnóstico começa pelo exame clínico e imagem. Quando há dúvida, a biópsia por agulha — minimamente invasiva e sob anestesia local — define o diagnóstico. Confirmar benignidade não encerra o acompanhamento: a periodicidade depende do tipo de lesão e do perfil de risco.

Recebeu um diagnóstico de tumor benigno?

Benigno não significa ignorar. Significa acompanhar com o especialista certo, na frequência adequada para o seu caso.

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Mama densa

Mama densa

Mama densa não é uma doença. É uma característica do tecido mamário descrita no laudo da mamografia que muda a forma como o rastreamento precisa ser conduzido.

Categorias de densidade — classificação ACR

  • Categoria A — Predominantemente gordurosa; alta sensibilidade da mamografia.
  • Categoria B — Densidades fibroglandulares esparsas.
  • Categoria C — Heterogeneamente densa; exames complementares podem ser indicados.
  • Categoria D — Extremamente densa; ultrassom ou ressonância frequentemente recomendados.

Por que a densidade importa

A mama densa não provoca sintomas. O achado aparece exclusivamente no laudo. Há duas implicações: limitação diagnóstica (efeito mascaramento) e risco discretamente aumentado de câncer em comparação com mamas predominantemente gordurosas.

Receber laudo com categorias C ou D é sinal de que a mamografia isolada pode não ser suficiente. A conduta é individual — depende do grau de densidade, idade, histórico familiar e avaliação clínica.

Mamografia e rastreamento

Seu laudo indicou mama densa?

Esse é exatamente o tipo de conversa que uma consulta com o Dr. Cícero Urban resolve — entender o que o laudo significa para o seu caso específico.

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Microcalcificações

Microcalcificações na mama

Microcalcificações são pequenos depósitos de cálcio visíveis na mamografia. A grande maioria é benigna. Algumas configurações específicas podem indicar alterações celulares que merecem investigação.

Tipos — benignas vs. suspeitas

  • Benignas típicas — Morfologia regular; geralmente sem investigação adicional.
  • Provavelmente benignas (BI-RADS 3) — Controle a curto prazo, geralmente em seis meses.
  • Suspeitas (BI-RADS 4 ou 5) — Indicam necessidade de biópsia.

Como a investigação é conduzida

Microcalcificações não causam sintomas — o achado é exclusivamente radiológico. Quando há dúvida, a biópsia estereotáxica, guiada por mamografia em tempo real, fornece diagnóstico preciso. Ter mamografias anteriores para comparação é clinicamente valioso.

Seu laudo descreveu microcalcificações?

A leitura correta depende de contexto clínico, comparação com exames anteriores e experiência especializada.

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BRCA1 e BRCA2

Mutações genéticas — BRCA1 e BRCA2

Os genes BRCA1 e BRCA2 ajudam a reparar danos no DNA. Mutações hereditárias comprometem essa função protetora e aumentam significativamente o risco de câncer de mama e ovário ao longo da vida.

Na população geral, o risco acumulado de câncer de mama é cerca de 12%. Em portadoras de BRCA1, pode chegar a 70%; em BRCA2, entre 45 e 65%.

Quem deve investigar

  • Câncer de mama antes dos 50 anos em familiar de primeiro grau
  • Dois ou mais casos de câncer de mama na mesma família
  • Câncer de mama e ovário na mesma paciente ou família
  • Câncer de mama em homem na família
  • Diagnóstico de câncer de mama bilateral

Teste genético e conduta

O teste é realizado a partir de sangue ou saliva, com acompanhamento de aconselhamento genético. Um resultado positivo não significa que o câncer vai acontecer — significa que a estratégia de rastreamento e prevenção precisa ser adaptada.

Opções incluem vigilância intensificada, quimioprofilaxia em casos selecionados e, para algumas pacientes, cirurgia redutora de risco. Cada decisão é profundamente pessoal.

Aconselhamento genético

Histórico familiar de câncer de mama?

Essa conversa merece tempo e atenção especializada. O Dr. Cícero Urban avalia o histórico, orienta sobre o teste e coordena encaminhamentos quando necessário.

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Quando você estiver pronta, estaremos aqui.

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